Mostrando postagens com marcador Vincent Cassel. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Vincent Cassel. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Irreversível



Minhas experiências com a filmografia do cineasta Gaspar Noé tem sido no mínimo impactantes. Após o chocante media-metragem “Carne” e sua continuação igualmente perturbadora  “Sozinho Contra Todos” sou brindado com outra experiência transformadora com este “Irreversível”.

“Irreversível” é a saga de busca por vingança dos amigos Marcus (Vincent Cassel) e Pierre(Albert Dupontel) pelo estupro de Alex(Monica Bellucci) Namorada de Marcus e ex de Pierre.


Com hiper- violência e realismo visual gritante o filme impressiona primeiramente pelo modo que Gaspar Noé conduz os movimentos de câmera em sentido rotatório. Sua Câmera nunca está estática mas sempre em movimentos em sentido rotário causando impressões de frenesi ao espectador. A câmera é capaz de se mover de modo extremamente ágil evidenciando diferentes pontos da ação dramática Ora a câmera te da a perspectiva de cima com excelentes planos gerais comandados com destreza por Noé, em outros momentos a câmera gira em sentido horário e anti-horário.

Outro aspecto interessante do longa é fato dele ser quase que inteiramente em plano sequencia revela a maneira ousada que o diretor utiliza para realizar as transições entre os planos é genial. Noé adentra em sentido rotatório com sua câmera e sem pedir licença o outro espaço fílmico.

O impacto visual das imagens é extremamente forte. Seja pelas cenas de extrema violência estilística  e escatologia seja pelas cores quentes que a realçam reforçando seu impacto e o magnetismo que causa no espectador sendo impedido de parar a projeção antes do fim, quaisquer que seja o sentimento e reação que o filme esteja te causando. Seja de repulsa ou excitação(como foi o meu caso).

A Verdade é que Noé não economiza no realismo e no grafismo visual das cenas. Apostando no realismo cru das imagens permeados por cores quentes e vivas e por uma iluminação potente o diretor investe na exposição realística e ultra violenta com o realismo e a sujeira latentes.


O som tem grande importância no impacto visual de maneira que engrandece as cenas reforçando o seu impacto com um som audível e latente. Resultado –creio eu- de um excelente trabalho de pós produção que tornou o som um elemento que serve pra impactar uma ação dramática(como no caso dos closes) ou para servir de pano de fundo como nas cenas de transição e ação dramática por exemplo. Os timbres latentes utilizados aproximam o filme a estética do videoclipe pelos efeitos clipados e a agilidade cênica que as cenas que combinadas o seu aspecto mais tremido com a iluminação de uma fotografia excepcional diga-se de passagem constrói um universo estético representativo e condizente com o estilo de Noé.


O trio protagonista Vincent Cassel(Marcus) , Albert Dupontel(Pierre) e Monica Bellucci(Alex) demonstram empatia , entrosamento e química cênica. Estando todos confortáveis com suas posições dramáticas na narrativa do filme e atuando de forma natural.  Cassel arrebenta mais uma vez ao dar o tom certo de ironia e masculinidade a Marcus é realmente um tipo bem masculino reforçado pelo biótipo e inteprertaçao de Cassel perfeito como primeiro vértice desse “triangulo amoroso” Dupontel por outro lado aposta em uma interpretação mais simplista e comedida sendo responsável pela “voz da razão”, a consciência do filme. Monica Bellucci exala sensualidade pelos poros como Alex. Se por um lado a personagem gosta do jeito mais masculino e decidido de Marcus(Vincent Cassel) por outro precisa do jeito mais carinhoso e afável de Pierre(Albert Dupontel). Um “Dona Flor e Seus Dois Maridos” a lá France. Vale ressaltar a capacidade de interpretação que Bellucci imprimiu na cena do estupro magnânima.


Gaspar Noé apresenta mais um filme que supera o excelente. É hipnotizador, impactante e transformador entre inúmeros outros adjetivos.  Noé continua a destilar seu estilo verborrágico, extremamente violento e pecaminoso sem fazer concessões. Assim é Gaspar Noé. Ama ou odeie é impossível ser indiferente ao seu Cinema.








terça-feira, 8 de março de 2011

Cisne negro



Eu esqueci de contar no outro post , mas eu estou fazendo Faculdade de Produção Audiovisual-Cinema , e o meu professor de fotografia , recomendou que nós assistíssemos o filme Cisne Negro.
Eu assisti e embaixo segue a critica .



Cisne Negro ( Black swan , no original ) é um filme do genêro drama lançado em 2010 nos Eua e 4 de fevereiro de 2011 no Brasil.

O filme conta a historia de Nina Sayers (Natalie Portman), uma bailarina de 28 anos , extremamente dedicada ao balé.
Ela mora com sua mãe , erica ( barbara hershey) , uma bailarina aposentada , que incentiva a ambição da filha , ao mesmo tempo que a cria em uma redoma de vidro , não permitindo que seja livre.
A grande chance de Nina , acontece quando o diretor da compania , decide substituir a bailarina Beth Maclntyre (Winona Ryder) , uma bailarina prestes a se aposentar na apresentação da temporada , ´´ Lago dos Cisnes´´.

O diretor Thomas Leroy ( Vincent Cassel) , não tem duvidas da capacidade de nina de encenar o cisne branco , porém , ele precisa de uma bailarina que possua uma ambiguidade capaz de encenar o cisne branco , com doçura e sensibilidade, quanto o cisne negro com malicia e sensualidade.
Nina é a escolha perfeita para encarar o cisne branco , porém uma nova bailarina lily ( Milla Kunis) é a própria personificação do Cisne Negro.

Elas desenvolvem um a amizade conflituosa e Nina precisa enfrentar muitos obstáculos , incluindo disturbios alimentares, assedio sexual e seus medos para brilhar.

O roteiro é bem amarrado e muito bem desenvolvido, se libertando do velho clichê, comum nos filmes com esse tema.

A direção de Darren Aronofsky é provocante , ele desafia o telespectador a pensar , através dos elementos do filme , sobretudo da atuação de Portman (que lhe rendeu oscar de melhor atriz.)

E sua quimica com Mila Kunis e Vicent Cassel , fazendo do trio protagonista uma explosão de quimica.

Na fotografia do filme , realizada por Matthew Lebartique é prodominante uso de sombras que remete a atmosfera do filme , por vezes sombria.

A trilha sonora é uma aliada da fotografia neste filme , de modo que a trilha se modificava , quando a fotografia mudava de posição. vale resaltar também o uso de plano comum(sem cortes) e plano-sequência(com cortes) , que se alternavam.