Quem me conhece sabe que eu sou absolutamente fascinado pelo rock dos
anos 80, especialmente por bandas como Legião Urbana e Capital Inicial. Por
este motivo era indispensável que tivesse uma crítica do documentário Rock
Brasília: Era de Ouro aqui no blog.
Ao adotar esse esquema depoimentos-imagens de arquivo, o documentário estabelece
uma via de mão dupla: Lança um olhar nostálgico sobre o passado e constata os
caminhos traçados pelos músicos hoje. Dessa maneira, o documentário atende a
dois públicos distintos: aqueles que viveram aquela época e olhar para o filme
como um retrato da aparente ingenuidade e idealismo daqueles tempos e apresenta
a historia da “Turma da Colina” as novas gerações. Aqueles que impressionados
pelo misticismo de Renato Russo ou pela jovialidade de Dinho Ouro Preto cantam
as musicas em alto e bom som, mas que não tem a dimensão exata do contexto no
qual as bandas surgiram.
A presença do diretor Vladimir Carvalho a frente das entrevistas aproxima
o espectador do universo fílmico.
A trilha sonora “segue o curso” do filme, isto é são utilizadas para “Ilustrar os depoimentos” e assuntos abordados.
É pra um dia
a gente contar a história da nossa turma (Renato Russo)
