A Primeira coisa que você precisa saber sobre “Capitão América: Guerra Civil” é que ele é na prática, não só o terceiro filme do Capitão América, mas também, o terceiro filme da saga dos Vingadores. Só que dessa vez, ao invés de lutar por um mal em comum, os nossos heróis estão divididos em dois pontos de vista dos seus respectivos ideais de bem, encabeçados por Tony Stark, o Homem de Ferro (Robert Downey Jr) e Steve Rogers, o Capitão America (Chris Evans), concluindo assim, a terceira fase do universo cinematográfico da Marvel.
O filme começa com os Vingadores tendo que lidar com as consequências das suas ações, a moralidade de seus atos. Após uma batalha que gera uma catástrofe, os Vingadores sofrem a intervenção governamental que quer controlar os atos dos heróis, porém, Steve Rogers (Chris Evans) é contra, pois considera essencial a liberdade dos heróis. Tal fato, o coloca em rota de colisão com Tony Stark (Robert Downey Jr). Dividindo assim as equipes em #TeamCapitão e #TeamHomemdeFerro.
Dirigido pelos irmãos Russo, o filme possui agilidade narrativa e grandiosidade visual. O dinamismo, a destreza e a agilidade na maneira de dirigir, resultam em impacto e grandiosidade visual, mantendo os espectadores vidrados na ação a todo o momento.
A agilidade na direção das cenas de ação é impressionante. Conduzidas pelos irmãos Russo de forma dinâmica a todo o momento, o que impede o espectador de se cansar das 2hs37min de duração do longa, que passam no piscar de olhos.
O Dinamismo presente na narrativa, permite aos cineastas desenvolver varias frentes de ação na narrativa, primando por uma direção coreografada, permitindo assim dar o devido destaque a performance dos atores nas cenas de combate corpo a corpo.
A montagem é um elemento de grande importância na dinâmica do filme, lhe conferindo assim uma agilidade impressionante. Ao adotar a montagem paralela, o longa poderia falhar na dinâmica, confundindo assim o espectador. Não é o que acontece aqui, ainda bem. Ela é utilizada aqui com maestria, mantendo a força das cenas e não confundindo o espectador, o que poderia acontecer, já que a montagem faz idas e vindas temporais a todo o momento, entretanto, devido à forma hábil com que é utilizada, a montagem situa o espectador perfeitamente no tempo fílmico.
O elenco inteiro entregue performances aprimoradas. De Chris Evans (O Capitão América), ao Homem de Ferro (Robert Downey Jr), passando pela Feiticeira Escarlate, passando pela Viúva Negra (Scarlett Johansson) até as performances especiais de Paul Rudd (Homem Formiga) e a estreia do novo Homem-Aranha (Tom Holland).
O roteiro de Christopher Markus e Stephen Mcfeely é absolutamente fantástico. Poderia listar muitas razões, mas citarei apenas algumas. Em primeiro lugar, a dupla criou cenas de ação de memorável impacto visual, primando pela agilidade. Agilidade está que está presente em toda a narrativa. Não só as cenas tem impacto visual, como é um filme com grande velocidade de acontecimentos, mantendo assim o espectador empolgado durante toda a duração do filme.
O outro motivo pelo qual eu destaco o trabalho na dupla no roteiro foi o humanismo impresso nos personagens. Como já é característica dos trabalhos da Marvel (os X-Men são a maior prova disso), os personagens nesse filme tem que lidar com conflitos internos complexos, conflitos esses muito bem desenvolvidos pela dupla de roteiristas.
Questões como a moralidade, altruísmo, perdão, ressentimento, culpa, superioridade, além da grande questão que permeia todo o filme: Já que os heróis são tão humanos, tão “gente como a gente” devem ou não ser responsabilizados pelas consequências- mesmo que indiretas dos seus atos?
Só mais três adendos: A perfeita Viúva Negra da Scarlett Johansson merece um filme solo tipo pra ontem. Já na expectativa para os novos filmes do Homem-Aranha (Tom Holland muito bem no papel, finalmente um Peter Parker com quem me identifiquei) e do Homem-Formiga do sempre sensacional Paul Rudd.
Concluindo, “Capitão América: Guerra Civil” é nada mais do que uma conclusão épica que fecha com chave de ouro um ciclo no universo cinematográfico da Marvel. Ansioso para ver o que vem por ai.
Uma das coisas que mais me incomodavam nos personagens da DC Comics é que eles eram muito “perfeitos”. Eles não tinham até então, problemáticas reais , erros, defeitos como todos nós. “Em Batman vs Superman: A Origem da Justiça” os personagens são humanizados, tonando-os mais interessante aos olhos do público.
O conceito de moralidade , dos “dois lados de uma mesma moeda” , permeia todo o filme. Bruce Wayne/Batman( Ben Affleck)e Clark Kent/Superman(Henry Cavill) estão de lados opostos com um cada um responsabilizando o outro pelas consequências que seus atos trouxeram para a sociedade. Porém , eles tem uma ameaça em comum:Lex Luthor(Jesse Eisenberg) que pretende usar a Krypitonita de um navio naufragado em seus planos, forçando assim os dois heróis a superarem as diferenças e lutarem juntos pelo bem comum.
O filme pode ser classificado tanto como uma narrativa de grande impacto visual, quando um grande estudo de personagens que fogem do maniqueísmo, desconstruindo uma “perfeição aparente” que costumamos ver nos personagens dos quadrinhos.
Zack Snyder dirige o filme com grandiosidade,destreza e agilidade impressionantes Dando as sequencias de ação , o impacto , o dinamismo e a força bruta que elas exigem. Tudo na tela parece grandioso- e realmente é.
Com uma atmosfera densa e soturna, auxiliada é claro, por uma excelente fotografia, o cineasta imprime um clima sombrio e de violência ao longa metragem no qual o realismo cênico das cenas impressiona. Apostado em cenas longas e cortes bruscos. O resultado é uma narrativa visualmente instigante que impressiona não só pelo retrato sombrio de suas lentes , mas sobretudo pela capacidade de surpreender o público a todo o momento com elementos surpresa de grandiosidade, potencia visual e sonora ao nível máximo. Fazendo os desprevenidos pularem da cadeira a cada ataque inesperado.
Sim, há destroços, há catástrofes e explosões(observem uma das sequências finais do filme), mas tudo é grandioso mas veromissel, por mais fantástico que o filme possa ser(afinal, estamos falando de super-heróis), o que quero dizer é que todas as sequências do filme, registradas de forma impactante pelo diretor que não economiza em retratar a brutalidade inserida naquele universo de forma ágil.
Por falar em brutalidade, é nos duelos corpo a corpo dos heróis que Snyder , um admirador do culto ao corpo se sai melhor .Nas cenas de luta, comandadas pelo diretor de forma excepcional é que podemos evidenciar não só o impacto da força bruta dos personagens, com duelos de tirar não só o fôlego mas também sangue e faíscas. Lá além de observarmos pela primeira vez a força dos personagens , percebemos também os seus diferentes conceitos de moral. Com um Bruce Wayne /Batman (Ben Affleck) , sanguinário , mas também amargurado e solitário e um Clark Kent/Superman(Henry Cavill) idealista e ético(seguindo sua própria ética, é claro).
Essa questão da moralidade e da ética é uma questão que percorre toda a narrativa. Evidenciando os dois lados , “Batman VS Superman” é um filme de opostos. Opostos esses muito bem caracterizados por Snyder na sua competente forma de dirigir , evidenciados pela montagem eficiente, imprimidos pela competente dupla de roteiristas Chris Terrio e David S. Goyer e defendidos por Affleck e Cavill de forma competente e verdadeira.
Mas os heróis desse filme, são personagens em camadas. Como se Batman e Superman fossem só mais uma das muitas personas de Bruce Wayne e Clark Kent. O Wayne impressionante de Affleck é sim um sanguinário, sim um milionário solitário com uma certa amargura, alguém que só no Mordomo Alfred de um Jeremy Irons seguro e inspirado confia. Bruce é um milionário amargo, solitário que começa a repensar as consequências mesmo que indiretas dos seus 20 anos de atuação como o homem-morcego de Gothan. Mas também é um milionário que sabe aproveita as boas coisas da vida, galanteador, principalmente diante da misteriosa Diana Principe(Gal Gadot). Affleck calou lindamente a boca dos hatters que protestaram contra sua escalação como o homem-morcego, construindo um personagem cheio de nuances e narrativamente mais interessante que o Superman da Cavill. Louco pra ver ele no filme solo do Batman que ele vai atuar, dirigir e escrever o roteiro. Além de bom ator, Aflleck é um talentoso roteirista e diretor(vide “Gênio Indomável” e “Argo”).
Jeremy Irons como o Mordomo e confidente Alfred , sábio para aconselhar Bruce/Batman mas estrategista e inteligente o suficiente para tomar o comando da ação quando necessário, e a bela e destemida jornalista Lois Lane de Amy Adams funcionam como a consciência de Batman e Superman respectivamente, os levando a refletir sobre as consequências de suas ações, sejam elas boas ou ruins. O Único personagem que não apresenta uma “outra face” é Lex Luthor , o maníaco inimigo do Super-homem e do Batmam por tabela. O Personagem não possui uma “outra face”, o que não quer dizer que o Vilão defendido por Jesse Eisenberg de forma brilhante não tenha camadas. Só que a sua loucura e insanidade está presente ali a todo o momento, desde o inicio. O Personagem não tenta esconde-la com uma outra persona, pelo contrário mostra ela a todo o custo, o que garante alguns dos melhores momentos de humor do longa metragem. Sua personalidade louca e insana só se agrava ao longo do filme até seu clímax.
No fim , Zack Snyder e sua equipe e elenco fizeram de “Batman VS Superman: A Origem da Justiça”, um filme bom , muito bom. Visualmente,tecnicamente e narrativamente falando. Só senti falta de duas coisas: A edição poderia ter um pouco mais de dinamismo, isso teria tornado o filme ainda mais empolgante do que já é. Mas a bela direção de Snyder faz esse trabalho com maestria , mas não custava nada uma ajudinha né? E de uma cena pós créditos. Mas a falta dela é proposital. Para aumentar nossa ansiedade para o filme da Liga da Justiça.
Acho que ninguém esperou tanto
“Aloha”(Sob o Mesmo Céu no Brasil) quanto este que vos escreve. Fã confesso e
admirador incondicional do trabalho do cineasta Cameron Crowe( que rendeu até
um fan film sobre sua obra(veja no fim da página), minhas expectativas para
este novo filme estavam potencialmente altas.
“Aloha” nos apresenta a Brian Gilcrest(Bradley
Cooper), um piloto da aeronáutica a quem é dada uma nova chance de recomeçar no
Hawaii após falhar na sua ultima missão.
Todo o estilo cinematográfico de
Cameron Crowe está presente em “Aloha”. Personagens uncool, frases marcantes,
trilha sonora afinada(embora aqui ela assuma uma vertente mais intimista, o que
requer atenção para nota-lá). Incluindo ainda, citações a cultura pop e uma
criança carismática com inteligência emocional acima da média, Mitchell(Jaeden Lieberher).
A diferença deste novo trabalho dos
demais filmes de Cameron Crowe é que o cineasta segue seu estilo, incluindo
elementos conhecidos de trabalhos posteriores ao mesmo tempo que o subverte.
Dessa vez,o silêncio tem o mesmo peso
que os diálogos na narrativa, resultando em um filme mais contemplativo,
sensorial e intimista, a exemplo do seu trabalho anterior , “Nós Compramos um Zoológico" só que aqui numa potência ainda mais elevada.
O longa nos introduz a um estudo de
personagem, no caso o protagonista Brian Gilcrest(Bradley Cooper), são as
emoções dele que nos guiam, sua jornada pessoal dita o rumo do filme.
Se a intenção de Cameron Crowe era
dar um novo rumo a sua carreira, ou pelo menos se permitir experimentar, digo
que ele cumpriu seu objetivo com louvor. Ao alterar o mix do seu trabalho,
proporcionou ao espectador- e a ele mesmo acredito, um desafio. As sensações ,
os sentimentos escondidos são a matriz de “Aloha”. Dessa forma, o cineasta
desafia o espectador a conhecer os sentimentos do personagem , e por que não
dizer coloca o espectador em um estado de autoconhecimento a cerca dos seus
próprios sentimentos.
Cameron Crowe fez aqui mais do que um
estudo de personagem. Ao deslocar o já deslocado Brian(Bradley Cooper) para o
Hawaii, botou o personagem em um estado de reinicio pessoal, o expondo as suas
relações interpessoais e aos sentimentos do personagem, deixando-o em uma
posição no qual ele deve escolher entre o antigo amor, Tracy, (interpretada por
Rachel McAdams de forma excepcional. McAdams tem uma cumplicidade cênica com
Cooper que exala beleza e sentimentalismo ao longa, e Allison(Emma Stone), deixa
o personagem na posição de escolher entre o velho e novo. Como se os interesses
românticos do personagem fossem uma analogia para os caminhos que ele deve
percorrer em sua jornada pessoal. Jornada essa deveras solitária, diga-se de
passagem.
A jornada pessoal de Brian se
assemelha a de outro protagonista de Cameron Crowe, Drew(Orlando Bloom) de
“Tudo Acontece em Elizabethtown”(2005). Aliás, os dois filmes tem muitas
semelhanças. É Cameron Crowe revisitando a própria obra com outro olhar, um
olhar mais maduro.
A imagem tem força dramática em
“Aloha”. O fato do filme se passar na bela paisagem havaiana coloca o
personagem em posição de autorreflexão e exala sentimentalismo a quem assiste.
Mas não um sentimentalismo barato e superficial, o diretor consegue imprimir
compaixão e ternura ao seu trabalho, proporcionando assim um festival de bons
sentimentos ao espectador.
A frase “os melhores perfumes estão
nos menores frascos” se encaixa com perfeição em “Aloha”. Enquanto eu assistia,
impaciente como sou, fiquei a espera do “pequeno grande momento” presente nos
seus trabalhos como diz um dos personagens de “Crowe´s World”, o meu
curta-metragem em homenagem ao diretor. Impaciente que o tal grande momento não
havia chegado e o filme já estava perto do fim. Na verdade,”os pequenos grandes
momentos” estavam e estiveram ali o tempo todo, nos mínimos detalhes. a imagem
e o cenário e a musica traduzem os
sentimentos não ditos, elas constituem esses tais momentos e dão a tônica do
longa.
Ter o Hawaii como cenário não foi uma
escolha aleatória. De certa forma, a pureza, a musicalidade e os rituais daquele
povo são um combustível para a trajetória de recomeço de Brian(Bradley Cooper),
sua força interior se personifica nas belezas daquele lugar paradisíaco, mesmo
que pra recomeçar ele precise se livrar de algumas pedras pelo caminho. Ao
mesmo tempo que Cameron Crowe presta uma bonita e singela homenagem a cultura e
povo havaiano com toda a beleza, musicalidade e rituais presentes.
Todos os personagens principais são
ao meu ver representação de algum sentimento na jornada do protagonista Brian
Gilcrest. Allison(Emma Stone) representa muito além do interesse romântico do
personagem de Cooper. Ela é a vitalidade, a novidade que faltava na vida de
Brian, o problema é que ele é solitário como ele mesmo diz. Mas Allison
certamente interfere na dinâmica da rotina do personagem com seu humor e
personalidade solar.
Tracy(Rachel McAdams) representa
aquela ligação forte do passado que ele deixou pra trás. Woody(John Krasinki), representa o silencio
narrativo, a capacidade de dizer muito não falando nada e seu rival amoroso(uma
cena dotada de humor deixa claro essa opção). General Dixon(Alec Baldwin), que
repete a parceria com Crowe de “Elizabethtown” representa a volta as raízes.
Uma cena em particular lembra o personagem do ator naquele filme.
O sempre sensacional Bill Murray está
ótimo como Carson Welsh. Sua presença ilumina a tela é do ator uma das melhores
sequências do longa ao lado de Emma Stone(Allison).
Bradley Cooper está magnífico como o
“uncool”/”Underdog” da vez Brian Gilcrest. O ator tem carisma e emana
sentimentalismo e emoção nas nuances mais simples. A escolha de Cameron Crowe
em escolher o big close para muitas das cenas dele, representa a força interna,
as emoções e sentimentos do personagem. É preciso salientar a química do ator
com Jaeden Lieberher (Mitchell), o filho
caçula de Tracy(McAdams) é linda de ver. Os personagens constrói uma relação
afetiva muito bonita de ver, apesar das poucas cenas juntos. É impressionante
como Cameron Crowe consegue sempre crianças carismáticas em seus filmes ,
extraindo delas uma sensibilidade pueril e encantadora.
“Aloha” é um filme sobre segundas
chances, sobre recomeços. Um filme onde a imagem possui múltiplos significados
e é repleta de simbolismos. Me lembrou de dois filmes particularmente,
“Boyhood” de Richard Linklater, um filme que tal como esse o diálogo, a imagem
muitas vezes silenciosa e a musica tem todos mesmo peso e significado e
“Encontros e Desencontros” de Sofia Coppola onde o silencio traduz sentimentos
e a imagem é repleta de significados e mensagens subliminares(reparem numa cena
em especial no fim do filme, representa muito bem essas mensagens nas
entrelinhas)
“Aloha” é um feel good movie de
primeira grandeza. Repleto de mensagens subliminares,emana sentimento , força,
esperança a quem o assiste. É o filme certo na hora pra hora certa. “Aloha” é
um filme edificante que reestabelece nossa fé e esperança na vida e nas
pessoas. Sempre é possível recomeçar.
Muito obrigado Cameron Crowe por este
lindo e reconfortante filme, valeu a espera.
·Pra
quem é fã do cineasta, reparem numa musica utilizada no longa por poucos
segundos. Nela está a prova que o diretor revisitou o próprio trabalho neste
filme.
“Crowe´sWorld”, o fan film que escrevi , dirigi e fiz uma participação em homenagem ao Cameron
Crowe , sua filmografia através das referências da sua filmografia presentes no
seriado “Entourage”. Assistam,comentem e compartilhem.
Resolvi ressuscitar o blog por um motivo bem especial. Hoje é meu
aniversario e eu aproveitei os últimos minutos dos meus 22(finados) anos para
elaborar um divertido top Five- calma gente , não é o do CQC- pra vocês saberem
os meus gostos culturais – entre música , filmes, seriados e livros. Afinal, como
os personagens de Nick Hornby, acredito ser possível definir a personalidade de
uma pessoa através de seus gostos.
- Filmes:
5) “Escola de Rock” (Richard Linklater, 2001)
Esse é a minha lembrança mais remota de um filme marcante- ao lado do
delicioso “Mudança de Hábito”. Sempre fui apaixonado por musica,e ter nesse
filme um professor doido e adorável que liberta seus alunos através do rock
n´rool é maravilhoso , divertido , com direito a cantar a plenos pulmões a
trilha sonora e me divertir com as peripécias do professor interpretado por Jack
Black e seus alunos.
4) “Os Incompreendidos” (François Truffaut, 1959)
Um dos principais expoentes da Nouvelle Vague Francesa, trata da estória de
Antoine , alter-ego do diretor que como ele foi um incompreendido em todas as
esferas sociais: Na escola , na família... Antoine não se encaixava, precisava
de afeto e ele encontrou esse afeto na sétima arte. Se faltou afeto a vida do
diretor- e consequentemente do personagem, François Truffaut soube deixar nesse
filme doses extras de ternura , afeto e amor aos seus iguais. Além disso,
possui uma delicadeza comum ao cinema oriundo da frança.
3) Cazuza- O Tempo Não Para(Sandra Werneck e Walter Carvalho, 2004)
Esse foi daqueles filmes “pontos de virada”. Lembro que me apaixonei pela
obra do artista, a genialidade e a rebeldia do poeta exagerado. Minhas cenas
favoritas do filme são a do encontro com os barões , o rock in rio 1985 e a
cena belíssima da composição de “Eu Preciso Dizer Que Te Amo”. Já sei as cenas
de cor e salteado.
2) O Lado Bom da Vida(David O. Russel, 2012) e Rock Brasília – A Era de
Ouro(Vladmir Carvalho,2011)
Tive que infligir a regra e dividir esse tópico do top Five em 2. O lado
Bom da Vida é – principalmente o Pat(Bradley Cooper) é meu espelho em tantos
momentos. Na sinceridade cortante, a intensidade , de se sentir bem e confortável
na própria pele, sem vergonha de ser ele mesmo. Pat me representa!
“Rock Brasília” foi uma experiência única. Poder mergulhar a fundo na trajetória
da Legião Urbana e do Capital Inicial
nesse fidelíssimo documentário. Um retrato de uma época onde se tinha ideais artísticos
e sociais, onde os jovens tinham ideais. Sabe aquela frase nasci na época errada?
Então bem isso. Esse filme é fúria , amor, história e musica.
1) Quase Famosos(Cameron Crowe , 2000)
Escolher só um filme do Cameron Crowe é covardia. Todo mundo sabe do meu
amor pelo diretor, que rendeu até um fan film. Escolhi “Quase Famosos” não só
porque foi o meu pontapé inicial na filmografia dele mas também porque ele
sintetiza o que o amar e perseguir um sonho acima de tudo. William, o
protagonista do filme e alter-ego de Crowe ama a musica e cresce ao meio de uma
turnê de uma banda de rock, onde descobre a si mesmo numa viagem regada a sexo,
drogas e rock n´rool. Esse filme representa o sonho, mas não só o sonho do William,
é o sonho de todos nós fãs de rock que queriam ter a oportunidade de viajar com
sua banda favorita.
-Música
5) Oasis
Eles podem ser presunçosos, arrogantes mas são encantadores e talentosos.
A banda liderada pelos irmãos Liam e Noel Gallagher atravessa gerações representando
os amores, anseios e desejos de jovens de todas as idades. “Wonderwall”,
“Supersonic”, Live Forever”, Songbird, “Don´t go away, Champagne Supernova e “Stand
By Me” estão entre as minhas favoritas da banda. Eu espero que eles parem logo de besteira e retomem a
banda logo.
4) Marilyn Manson
O meu amor maior. Eu amo, entendo e me identifico com ele e sua musica. Através
de metáforas ele critica os dogmas vigentes na sociedade como a escola, religião
e família. Nas suas letras ele expressa toda a minha indignação com a sociedade
e sua hipocrisia que tenta nos encaixar em rótulos e ditar regras. Não posso
escolher uma música só então, vou escolher um álbum: Mechanical Animals.
3) Legião Urbana, Barão Vermelho, Cazuza e Renato Russo
Dividi de novo esse item porque pra mim essas são as bandas que melhor
representam não só a minha pessoa ,mas é o retrato de uma geração.
A Legião é minha vida. Suas musicas são meu reflexo pela linguagem as
vezes direta, as vezes através de metáforas. Tempo Perdido, Pais e Filhos,
Metal Contra as Nuvens, Eduardo e Monica, Faroeste Caboclo, O Teatro dos
Vampiros, Quase sem Querer e Mais uma Vez –essa da carreira solo de russo falam
diretamente pra mim.
O Barão Vermelho e o Cazuza tinham – e ainda tem , com Frejat liderando a
banda, uma particularidade muito interessante. Conseguiam retratar com
delicadeza e romantismo os anseios , dores e amores de todas as gerações.
Minhas favoritas barão com Cazuza: Bete Balanço,Maior Abandonado, Rock em
geral, pro dia nascer feliz ,Billy negão,subproduto de rock, todo o amor que
houver nessa vida e blues do iniciante.
Cazuza Solo: O tempo não para , ideologia, exagerado, blues da piedade,
faz parte do meu show, Ritual, Medieval 2 , Eu preciso dizer que te amo, Um
trem pras estrelas e culpa de estimação.
2) Elis Regina
A pimentinha é a maior cantora brasileira. E ainda hoje mais de 30 anos
após sua partida ela continua reinando absoluta na musica brasileira. Elis
conseguia unir doçura, energia , fúria e dramaticidade ao cantar.
Minhas canções favoritas: Águas de Março, tinha que ser com você,
arrastão, redescobrir , alô , alô marciano, agora tá e o bêbado e a
equilibrista.
1) Rita Lee
A rainha soberana do rock brasileiro. Lembro exatamente da primeira vez
que a vi – eu tinha 11 anos e fiquei hipnotizado pelos seus cabelos vermelhos.
Rita consegue unir o rock roll com um humor e irreverência únicos. Além disso,
ela passeia por todos os gêneros musicais , sem deixar o rock de lado.
Meus favoritos: A DISCOGRAFIA
INTEIRA, IMPOSSÍVEL CITAR SÓ UMA.
- Livros
5) On the Road
A bíblia do movimento beat é um
ode a liberdade e o retrato da juventude
e a experimentação dos anos 50. Drogas, sexo, descobertas , musica e
jazz estão nesse livro representado por personagens encantadores. Uma coisa é
fato: Dean Moriarty é o nosso anti herói favorito da literatura.
4 )Neuromancer
A obra prima cyberpunk de William Gibson me deixou com varias pulgas atrás
da orelha mas certamente é marcante pela construção da Matrix(o ciberespaço) ,
por colocar elementos como o baixo nível de vida, clinicas clandestinas,
personagens enigmáticos e tridimensionais. Todos os hackers ou amantes de tecnologia
são um pouco como Case, tornando fácil a identificação com o personagem.
3) Cazuza- Só as Mães são Felizes
O Livro que inspirou o filme “Cazuza- O Tempo Não Para” retrata com muito
mais fidelidade o que foi Cazuza, o filho amado e carinho, a rebeldia, os
amores , a descoberta artística, a coragem em se assumir com AIDS em uma época extremamente
preconceituosa e o amor extremado de uma mãe, Lucinha Araújo que não entregou
os pontos nem após a morte do filho.
2) Fugalaça
Satine, alter-ego da escritora Mayra Dias Gomes é uma adolescente em
busca de um lugar pra chamar de seu, de alguém que possa preencher os vazios
deixados pela morte prematura de seu pai. Há dor , há descoberta, coragem,
compaixão , há verdade em Fugalaça. Satine tenta sobreviver ao inferno
particular da adolescência, enfrentando dilemas típicos dessa fase, sem ter
sarado antigas feridas. Esse livro é
especial pra mim, pois me trouxe a amizade da Mayra, amizade esta que eu
valorizo muito.
1)Feliz Ano Velho
O primeiro livro que
falou diretamente pra mim, quase como um reflexo de mim. É o retrato de Marcelo
Rubens Paiva após sofrer um acidente. É também a lembrança da sua juventude ate
ali com a camaradagem, o amor, sexo, drogas e musica como elementos principais.
Além disso, o livro que impressiona pela liberdade narrativa, linguagem
coloquial, é também a visão de Marcelo sobre o desaparecimento de seu pai, o
deputado Rubens Paiva, desaparecido durante o período negro que foi a ditadura
militar.
-Seriados
5) The O.C
Simplesmente porque a série teen mais verdadeira dos últimos 10 anos. Trata
do jovem sem pudores, abordando temas como sexo , drogas, bullying,
sexualidade, segundas chances,cultura pop
e família. E o melhor do seriado é a relação entre os irmãos adotivos
Ryan e o nerd Seth Cohen. Devo ao Seth a
descoberta do meu lado nerd. The O.C é sobre família e diferenças sociais. A primeira temporada vale
pela série toda.
4) Keeping up With the Kardashians
Ué , reality Show? Eu não vejo diferença entre série ficcional e reality,
pra mim é tudo uma coisa só. A única diferença é que os personagens existem. Eu
amo a família Kardashian/Jenner. As brigas , as festas, as reconciliações, a
carreira das kardashians/jenners , Khloe , a minha favorita e é claro, a
momanager Kris e o seu “Kardashian Brand”.
3) Elementary
A versão moderna do Sherlock Holmes se passa na Nova York atual. Além de
ter o excelente ator Jonny Lee Miller que construiu um detetive excêntrico,
cheio de manias , frases de efeito, inteligente e com um humor ácido(tão eu).
Elementary impressiona não só pela capacidade de dedução do personagem e como
os pequenos detalhes fazem a solução do caso. A química entre Miller e Lucy Liu
que faz a doutora Watson- uma versão feminina do parceiro do detetive, é
deliciosa de assistir como os dois personagens antagônicos se completam.
2)Entourage
Uma série sobre amizade e
sobre a carreira em Hollywood. Um ator que leva a sua entourage de amigos
enquanto precisa lidar com a industria e todos os aspectos do show buissness.
Um buraco na fechadura sobre como são feitos os negócios na terra do cinema. Além
disso, aborda a amizade masculina, o bromance com todos os aspectos que isso
trás, piadas sujas, mulheres, drogas, sexo , festas e humor ácido.
1)Californication
Livremente inspirada no
escritor Charles Bukowski, Californication nos apresenta a Hank Moody , um
escritor envolto em uma vida de vícios como sexo , drogas e a maldita falta de
inspiração enquanto tenta se livrar do bloqueio criativo e retomar relações com
a filha e a ex-namorada. Uma série despudorada em todos os sentidos.
Menções Honrosas
Filmes: Pearl Jam Twenty,
We Bought a Zoo, Boyhood, Whiplash, A Teoria de Tudo , X-men: Primeira Classe e
Hackers: Piratas de Computador, Um Lugar Qualquer, Intocáveis, Procura-se Amy,
Gênio indomável.
Séries: Charmed, Alias,
Ray Donavan
Música: Maria Rita ,
Nenhum de Nós, Beatles, Pearl Jam, Emicida, Eminem, Charlie Brown Jr, The Who,
Coyote Shivers,Capital inicial, Beady Eye e The Pretty Reckless.
Livros: Misto Quente, Flores do Mal,
Cartas na Rua, Mil e Uma Noites de Silêncio e Feérica.
O fan film que produzi, escrevi e dirigi em homenagem ao cineasta Cameron Crowe, ganha mais views dia após dia. mas, na tentativa de que mais pessoas assistam (e entendam o filme), vou esclarecer alguns pontos do enredo. afinal, o meu objetivo é que não só os fãs do Cameron Crowe e do seriado Entourage assistam ao filme, mas que outras pessoas se interessem em assistir ao seriado e aos filmes do Cameron Crowe.
Importante: Irei somente esclarecer a teoria. Antes de começarem a desenvolver a teoria, os protagonistas do curta conversam sobre a gênese narrativa do Cameron Crowe, seu estilo, etc. Pra saber isso, você vai ter que assistir ao filme. Tem spoliers dos filmes e do seriado!
O enredo do curta engloba vários filmes do Cameron Crowe, todos são relembrados ou estão presentes visualmente em algum momento. Mas a narrativa aborda em especial: "Say Anything(1989), no Brasil "Digam o que Quiserem", "Singles-Vida de Solteiro"(1992), "Jerry Maguire- A Grande Virada"(1996) e "Quase Famosos"(2000).
Então vamos a teoria de ligação entre a filmografia do Cameron Crowe e o seriado Entourage,
Na segunda temporada da série, Vince(Adrian Grenier) é contratado para estrelar "Aquamen". Porém, co-protagonista, Mandy Moore é também sua ex-namorada com o qual tem uma relação mal resolvida. E "Tiny Dancer" é a música que marca o relacionamento dos dois devido a grande quantidade de vezes que o ex-casal assistiu "Quase Famosos".
Ps: Pra quem quer rever a clássica cena do filme
2. Também na segunda temporada, Vince tem o seu momento "Quase Famosos" ao reproduzir outra cena clássica do filme. A de Russel(Billy Crudup) pulando na piscina, Compare.
3. Na Segunda Temporada, o super agente Ari(Jeremy Piven) é demitido. Numa última ação, ele tenta levar os funcionários para a sua nova agência, mas só Lloyd(Rex Lee) o acompanha. Exatamente como fez Dorothy( Renée Zellweger) quando Jerry(Tom Cruise) é demitido da agência esportiva em "Jerry Maguire- A Grande Virada". Compare as cenas:
4) Muitos dos atores que participaram da série, estrelaram ou estrelariam os filmes do Cameron Crowe. Como por exemplo, Jeremy Piven. Tem outros atores, mas esses vocês vão ter que assistir pra descobrir.
O que acontece quando o rock e a música
clássica se unem? Uma combustão no mínimo. “Se eu Ficar” , baseado no romance homônimo
de Gayle Forman é a história de amor da violoncelista Mia(Chloé Grace Moretz) e
do roqueiro Adam (Jamie Blackley).
Dirigido por R.J Curtier, “Se eu Ficar” é um filme de opostos. Não só
por abordar mundos completamente opostos quanto a música clássica e o
rock(embora o rock não seja assim tão estranho assim para Mia, por causa de sua
família), mas principalmente por balancear o melodrama, o romance agridoce e
uma certa dose de humor.
Um grande acerto de Curtier enquanto
diretor foi envolver o espectador na história dos personagens principais e suas
personalidades antagônicas , Adam(Jamie Blackley) e sua rebeldia e melancolia e
Mia(Chloé Grace Moretz) e sua doçura , entretanto se sentindo uma “estranha no
ninho”. O longa serve perfeitamente como uma alegoria sobre as diferenças se
prestarmos atenção.
E por falar em atenção, esse é um
fator que o filme exige de seu espectador. Pelo fator da narrativa se
desenrolar principalmente em flashbacks e a montagem se utilizar do
cansativo-mas eficiente artifício de “idas e vindas temporais”.
A musica é o principal diferencial de
“Se eu Ficar”, sobretudo o fato do diretor e sua equipe torna-la um personagem
do filme, uma peça fundamental na engrenagem da narrativa.
A direção de R.J Curtier é segura e o
diretor se mostra competente em criar uma narrativa que envolva o espectador na
tela, demonstrando eficácia ao administrar os inúmeros flashbacks que o filme
possui. Curtier demonstra uma destreza impecável ao comandar as cenas de
performances musicais do longa, com uma direção ora livre porém segura( nas
cenas de Adam) e uma direção intimista e poética (nas cenas de Mia).
A fotografia talvez seja o único aspecto
que deixa a desejar- além é claro do final decepcionante, mas vamos deixar isso
pro final do texto. Voltando a fotografia, embora as cenas com uso de um granulado
que remete a um por do sol extramente belo. Por outro lado, o flashback inicial
é tomado por um “nevoeiro” que torna quase imperceptível enxergarmos a cena em
sua totalidade. Felizmente, nada que prejudique a narrativa.
Vou tentar falar sobre o roteiro e a
música do filme no mesmo parágrafo, por acreditar que estes elementos estão extremamente
relacionados no longa.
Primeiramente o roteiro. Adaptado por
Shauna Cross do livro homônimo de Gayle Forman, Cross soube imprimir nas
entrelinhas questões pertinentes ao público-alvo do longa tais como identidade,
sonhos e perspectivas de futuro, além das diferenças.
O fato de os pais de Mia(Chloé Grace
Moretz) e seus irmãos serem “roqueiros natos” e a incentivarem a seguir um
caminho totalmente oposto, assim como o seu romance com Adam (Jamie Buckley)
ser do tipo “os opostos se atraem”.
A construção dos personagens e a próprias
referencias musicais , além é claro da trilha sonora composta de um mix de
musica clássica e punk tornam-se o diferencial do filme , o impedindo de se
tornar “um filme água com açúcar chato”. A trilha do brasileiro Heitor Pereira
conta com nomes como Sonic Youth e The
Orwells, misturados a musica clássica e as referencias vão de Iggy pop a
Bad Religion passando pelos clássicos Beethoven e Bach.
Chloe Grace Moretz construi uma Mia sensível
e sonhadora, porém dotada de uma forma interior imensa. Já seu parceiro de cena
Jamie Buckley faz de Adam um artista rebelde mas que esconde uma certa
melancolia por trás de toda aquela rebeldia e personalidade. Sem dúvida um
personagem antagônico em sua personalidade e Buckley arrebentou na construção e
interpretação do personagem.
Preciso deixar uma menção honrosa
para Jakob Davies como o doce e precoce Teddy, “um roqueirinho de carteirinha”, e
Joshua Leonard como o carinhoso pai de Mia , Denny que conserva sua alma
roqueira. É através de Leonard que o filme ganha pinceladas de humor irônico,
suavizando a dramaticidade da narrativa.
Não tenho muito o que falar sobre “Se
eu Ficar”, até porque, ainda estou materializando o filme. mas lhe digo uma
coisa: se deem uma chance de ver este filme poético e singelo que trata de temáticas
universais como sonhos, diferenças e musica. Lembra-se: as vezes , os melhores
perfumes vem nos menores frascos.