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quinta-feira, 12 de junho de 2014

Definitely Maybe: The Documentary




Em 2014, se comemora os 20 anos do álbum de estreia do Oasis , “Definitely Maybe” e como infelizmente não teremos uma turnê de comemoração, essa data não poderia passar em branco, o documentário sobre a produção do disco homônimo está sendo relançado.

Sinceramente, devo dizer que esperava mais de um documentário que está sendo relançado pra comemorar uma data tão emblemática para o rock mundial. O documentário é sim interessante para os fãs da banda pois reafirma a posição de renovação que o Oasis trouxe para a música e detalha a composição e produção do cd detalhadamente. Porém, se não fosse o fator curiosidade e nostalgia que assola os fãs da banda, o documentário poderia passar despercebido.

O documentário tem sim preocupação em ressaltar os bastidores da produção do álbum, as histórias por trás de cada música, ressaltando as dificuldades de produção e adaptação da banda ao estrelado mas não sai muito disso.

Sim, o diretor Dick Carruthers lança mão de preciosas imagens de arquivo e tal, deixando qualquer fã da banda empolgado. Mas Charruthers não ousa na estrutura do filme, se assemelhando a um simples documentário ou mais parecendo um talk show americano, onde os convidados respondem as perguntas mecanicamente.

Há sim, uma preocupação com a estética e a montagem do filme, no sentido de ilustrar os depoimentos com as imagens de arquivo e música mas, acaba sempre retomando aquele antigo formato padrão de documentários pautado em entrevistas que cansa.

O documentário conquista o espectador pela nostalgia (seu próprio formato e recursos utilizados evidenciam isto) mas entretanto não se preocupa em conquistar novos fãs. Talvez isso seja um reflexo da data de produção do filme(foi produzido em 2004, quando a banda ainda estava na ativa), por isso não há a preocupação de mostrar o trabalho da banda a uma nova geração.

Duas grandes sacadas do documentário são o de exibir o contexto musical/ cultural na época do lançamento do álbum. E de colocar os especialistas do mercado, equipe da banda e os –na época atuais integrantes Andy Bell e Gem Archer.

O filme também peca por não dar o devido espaço a Liam Gallagher, se centralizando no processo criativo de Noel. Dessa forma, o documentário se revela um retrato belo mas desigual ao não considerar da maneira correta a importância do vocalista.

Pois convenhamos, se Noel compôs as canções FODAS desse álbum, foi a INTERPRETAÇÂO de Liam que contribuiu para eterniza-las no imaginário popular. O diretor até tenta se redimir mais pro fim destacando a figura de Liam Gallagher, não é o suficiente para alguém da sua magnitude.

“Definitely Maybe: The Documentary” é curioso e interessante , mas é mais do mesmo.







segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Live Forever: The Rise and the Fall of Brit Pop



Eu sou muito fã do Oasis em especial de Liam Gallagher. Mas apesar de considerar o Oasis não só uma grande banda, mas também a última banda de rock genuína em muito tempo (posto que a meu ver só seria desbancado pela Beady Eye (a banda liderada por Liam Gallagher após a dissolução do Oasis) Eu nunca havia relacionado à sua musica a fatores sócio-culturais até assistir o documentário “Live Forever: The Rise and the Fall of Brit pop dirigido por John Dower.

O filme remonta o surgimento do que convencionou a chamar de “ BritPop”. Através de um excelente material de arquivo, entrevistas e, sobretudo munido de elementos visuais e sonoros impactantes o documentário reconstrói o surgimento desse movimento pelo nome de duas bandas- Oasis e Blur que se colocaram em lados sociais opostos do ressurgimento da música britânica após o apogeu do grunge nos EUA.

O documentário reafirma essa rivalidade social que havia na música das duas bandas. O Oasis representava a classe trabalhadora e o Blur a burguesia. Mas por debaixo dos  panos havia uma mudança política acorrendo com a saída de Margareth Thatcher o que significava uma mudança e a musica dessas duas bandas representou para as suas respectivas classes a esperança do novo.

O Oasis talvez tenha uma amplitude e aceitação maior porque surgiu em um momento  caótico para a musica mundial após o suicídio de Kurt Cobain e a carência de um novo ídolo genuíno e não pré-fabricado como  o blur era- e ainda é.

O documentário evidencia de forma ágil ou melhor dizendo frenética o surgimento dessas bandas bem como o crescimento da popularidade delas (a medida que sua rivalidade aumentava sendo reforçada pela mídia).

A explosão do movimento se deu quando Oasis e Blur resolveram lançar singles no mesmo dia. Os singles “Roll with it” and Country House respectivamente. Tal fato condicionou as duas bandas a uma posição de dominância do mercado  e acabou colocando todas as outras bandas em compasso de espera ao não tomar partido nessa “Batalha do Brit pop”.

O documentário relaciona o britpop com fatores externos(políticos , sociais e culturais) mas o que faz de “Live Forever: The Rise and the Fall Of Brit pop” é a desconstrução do formato documental engessado. O filme traça um panorama do movimento de forma ágil , utilizando elementos visuais e sonoros em abundância. O filme possui  um ritímo, uma energia vibrante  que pulsa sendo muito bem costurado resultando não só em panorama do movimento mas em um filme cheio de energia vibrante.





Os tempos áureos do Britpop acabaram ou só estão renascendo? Está é a pergunta que fica no final desse ótimo documentário que apesar de ser muito bem costurado como falei anteriormente peca por ser inconclusivo e não abordar o movimento inteiramente.


sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Lord Don´t Slow Me Down





Eu sou um grande fã do Oasis então quando eu descobri que existia um filme sobre a banda, assisti-lo virou questão de honra. “Lord Don´t Slow Me Down” acompanha a Banda na turnê do álbum “Don´t Believe the Truth”.


O documentário dirigido por Balilie Walsh assume uma postura observacional de adentrar com sua câmera indiscreta o cotidiano da banda e de quebra convida o público para ser seu convidado nessa jornada. Fantástico não? Imagine poder olhar pelo buraco da fechadura da sua banda preferida? Eu não sei vocês, mas a mim parece extremamente tentador.

É isso que acontece nesse documentário onde a banda versa sobre a evolução da sua música, os fãs , o sucesso e a sua dinâmica enquanto grupo principalmente na relação entre Noel e Liam Gallagher. Construído de maneira ágil o filme segue essa dinâmica frenética da turnê onde as entrevistas tem um espaço importante e é onde percebemos que a banda nos expõe seu intimo e nos permite adentrar momentos particulares como o aniversário de Liam e o ônibus da turnê por exemplo. O fato da própria banda assumir o controle acaba por resultar em um filme ágil e frenético. Assim os fãs são convidados a embarcar na viagem com a banda e a fazer parte dela.


O ponto de vista é uma questão importante no filme pois assim poderemos saber qual foi a impressão sobre aquele público além de ser ressaltada a sua importância na realização do que o Oasis se tornou. Os fãs são sem dúvida uma parte integrante do filme e para nós isso é extremamente gratificante saber que contribuímos para o Oasis ser o que é.

Mas o gratificante mesmo é presenciar o espetáculo catalisador que a banda nos proporciona no palco. É algo difícil de explicar é algo mágico , místico a química que os irmãos apresentavam em conjunto era algo impressionante, ali todas as diferenças eram colocadas de lado e eles se igualavam musica e fraternalmente, se tornavam um só.

A fotografia do filme é de uma beleza estética excelente. Tornando o filme dotado de um visual maravilhoso e da a impressão de que estamos diante de algo raro e precioso.

É um documentário totalmente aberto e disponível onde somos apresentados á pessoas que se expõe sem pudores como quando Liam e Noel falam sem amarras sobre seus desentendimentos inclusive recordando o passado. Ver Noel reconhecendo o talento de Liam e sua importância e ressaltando sua importância além de expressar sobre a natureza da relação afetiva que os une é de arrepiar. Bem que Noel poderia se lembrar disso e aceitar fazer uma reunião da banda ou até mesmo voltar como a banda em definitivo. Nós fãs iríamos amar e saltitar de felicidade não é mesmo.


Quem é fã gostaria de ter o seu dia “Quase Famosos” e acompanhar a sua banda? Todos eu imagino e mais saber como eles enxergam o tamanho sucesso que conquistaram. Isso fica evidente quando eles tocam em lugares como Hollywood e no Madisson Square Garden. Tópicos como “vocês imaginavam chegar até aqui?” e o que é ser um rockstar pra vocês”? se fazem presentes ressaltando a importância da banda no cenário musical mundial e quando eles chegam ao Japão e podem constatar que sua música realmente quebrou barreiras.

É de fato um privilégio acompanhar a banda nessa viagem, um deleite pra quem é fã assistir a isso e ser colocado do “lado de dentro” é algo impossível de descrever pois me faltam palavras para isso (aliás eu nem sei como consegui escrever esta resenha).


Eles bem que poderiam fazer a nossa felicidade e fazer nem que fosse uma turnê de reunião- e que passasse pelo Brasil evidentemente. Sobretudo porque em 2014 se comemora 20 anos do álbum de estreia da banda “Definitely Maybe”.

Eu amo Oasis pra mim eles são de uma categoria elevada. Suas canções transbordam de maneira visceral e atingem a alma. Infelizmente me faltam dons musicais para expressar a minha adoração pela banda então está resenha.



Obrigado por tudo Oasis e eu aguardo ansiosamente a sua volta pois a esperança é a ultima que morre. De um eterno e incondicional fã, Marcelo.