O Bando de Lobos Ataca Novamente
Quatro anos após a última aventura na Tailândia Phill (Bradley Cooper), Stu
(Ed Helms), Alan (Zach Galifianakis) e Doug (Justin Bartha) estão de volta à estrada.
Dessa vez não há despedida de solteiro, mas isso não significa o fim das confusões,
pois quando o “Bando de Lobos” coloca o pé na estrada tudo pode acontecer.
Após um segundo capitulo que deixou a desejar, a franquia “Se Beber Não
Case” encontra ares de renovação ao retornar aos seus primórdios nessa
terceira- e derradeira aventura.
O diretor Todd Philips estabelece um clima de dinamismo e frenesi
constante ao filme- isso se deve em parte ao roteiro enérgico e frenético escrito
por Philips e Craig Mazin. Phillips aproveitando a energia inserida no filme,
trabalha bem os planos garantindo assim um aspecto livre ao longa permitindo
que as situações se desenrolem de maneira orgânica á narrativa. O diretor
conferiu uma agilidade natural aos takes utilizando-se de sobre e justaposições
de forma a estruturar a viés cômico da narrativa. As situações sobre o comando
de Philips se desenrolam de forma rápida e dinâmica assim os planos se sobrepõe
em um ritmo frenético na primeira metade do longa, o que não impede o diretor
de trabalhar bem as cenas e as situações, a opção de diminuir um pouco o ritmo
na segunda metade do longa não prejudica a narrativa de nenhuma maneira.
Pelo contrário,
Phillips nos mantêm entretidos, ou melhor, vidrados no filme (e rindo muito,
diga-se de passagem). O ato de diminuir
o ritmo permite ao espectador entrar em contato com o lado humano dos
personagens especialmente Alan (Zach Galifianakis).
A montagem exerce aqui um papel importantíssimo. O de estruturar a
narrativa de maneira coesa em meio ao frenesi narrativo em que o filme se
encontra trabalhando como um poderoso aliado da direção de Todd Philipps.
Phillips, aliás, executa um excelente trabalho no que diz respeito à inserção
de flashbacks sobrepostos sobre as cenas que aqui funcionam como uma espécie de
tributo aos fãs da franquia além de refrescar a memória do espectador afinal faz
quatro anos desde que o primeiro filme foi lançado.
O roteiro escrito pelo diretor em parceria com Craig Mazin demonstra ares
de renovação. Phillip e Mazin encontraram o timming perfeito da comédia ao
construir situações que por mais non-sense que possa parecer arrancam
gargalhadas escrachadas dos espectadores às vezes de uma situação aparentemente
comum. E o melhor, os risos acontecem de maneira natural e não de maneira
forçada como no segundo filme. Eis uma evolução.
É uma pena que a música apareça timidamente nesse filme (e quando aparece
destoa das situações), o filme poderia ter crescido muito com o acréscimo
musical como pano de fundo das cenas.
O elenco arrasa mais uma vez. Bradley Cooper (Phill), Zach Galifianakis (Alan) e Ed Helms (Stu) esbanjam um perfeito
entrosamento cênico sendo o trio dotado de um perfeito timming de comédia
garantindo a graça do filme. Mas justiça seja feita, todos estão ótimos, mas, Zach Galifianakis rouba a cena com o seu Alan finalmente saindo da síndrome de
Peter Pan. Os melhores momentos do filme acontecem por causa e através do Alan
que é um personagem deliciosamente infantil, mas muito sábio nas mãos do
excelente ator que é Galifianakis.
Se Beber Não Case 3 é uma conclusão épica e humana para a franquia de
humor que infelizmente deixa seus fãs órfãos e com vontade de mais.
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