sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Barfly-Condenados pelo vicio




Ontem, 16 de agosto foi aniversário de Charles Bukowski, esta resenha é em homenagem a ele. O escritor Charles Bukowski, ganhou notoriedade pelo o seu estilo realista (às vezes até demais). Sua obra possui caráter autobiográfico e é extremamente corrosiva, no sentido de que a obra do autor retrata a sociedade pela sua escória, garantindo assim uma linguagem simples e direta.







Algumas das obras de Bukowski são centradas no personagem Henry Chinaski, o alter-ego do autor.  A popularidade de seus escritos foi tanto , que Charles Bukowski foi convidado a levar seu mais famoso personagem as telas do cinema no filme Barfly– Condenados pelo vicio.



Henry Chinaski (Mickey Rourke) é um sujeito das ruas, passa os dias perambulando os bares, arranjando brigas e vivendo em quartos de hotéis baratos. É na escoria da sociedade que Henry encontra inspiração para escrever seus contos é lá também que Henry conhece Wanda (Faye Dunaway), com quem tem um relacionamento destrutivo. Porém com a descoberta dos contos de Henry pela agente Tully (Alice Krige), tudo ganha maiores proporções.



Barbet Schroeder foi o responsável por levar o alter-ego de Charles Bukowski as telas do cinema e o faz mantendo a essência da obra do velho safado. Berbet Schroeder predominou os planos gerais e plano médio. Além da câmera panorâmica na condução do filme, priorizando a escolha de locações externas com cenários realistas das ruas, indo de encontro com a obra de Bukowski, para isso utilizou elementos como o contra-plongeê, dando a atmosfera crua das obras de Bukowski.


A fotografia de Robby Müller, não recebeu maior aprimoramento estético. Mas talvez esta escolha de “Sujar” a imagem tenha sido intencional, indo de encontro com a atmosfera da trama.


Um acerto do diretor foi incorporar no filme, a figura do narrador over. Neste caso aos pensamentos e textos do protagonista Henry Chinaski (Mickey Rourke).


O roteiro de Barfly é de autoria do próprio Bukowski. Tal fato garantiu ao longa personagens criveis um enredo aproximado da literatura nua e crua, sua marca registrada. Além de diálogos memoráveis.


Quanto ao elenco, Mickey Rourke se entrega ao seu papel de maneira sem igual, garantindo assim uma interpreçao visceral. Tal como ele Faye Dunaway, (Wanda) empresta ao seu papel força dramática (embora de maneira mais comedida). Cabe a Alice Krige (Tully), a outra ponta do triangulo o equilíbrio e Alice imprime exatamente essa nuance ao seu papel.


J.C. Quinn (Jim) e Frank Stallone (Eddie) são outros que se destacam.


Barfly ganha força a ser analisado como um reflexo da obra de Charles Bukowski (ou dele próprio, afinal sua obra é essencialmente autobiográfica). Acabando por se tornar um “Cult movie” ao longo dos anos marcado por um realismo gritante.


Obs: A experiência a frente do roteiro de Barfly, inspirou bukowski a escrever o romance “Hollywood” (que não pude ler ainda).




















sábado, 11 de agosto de 2012

Singles - Vida de Solteiro



Cameron Crowe é um diretor que tem a musica (especialmente o Rock) nas veias, e isso já pode ser visto em um de seus primeiros filmes, Singles - Vida de solteiro (Singles, no original).

 A trama de Singles conta a historia de jovens que vivem em Seattle no inicio dos anos 90, onde jovens moram em um conjugado de apartamentos, tendo como pano de fundo a explosão do movimento Grunge. 



Linda Powell (Kyra Sedgwick) celebra sua independência quando de repente se apaixona por um estrangeiro que está prestes a voltar para o seu país. Eles fazem juras de amor eterno até que ela flagra uma traição do rapaz. Magoada, Linda resolve se focar em seu trabalho como ecologista, até que em um show conhece Steve (Campbell Scott), rapaz que assim como ela sofreu uma decepção amorosa.



 Janet Livemore (Bridget Fonda) é uma jovem empenhada em conseguir a atenção do namorado Cliff Poncier (Matt Dillon), líder de uma banda grunge local. Já Debbie (Sheila Kelley) é uma jovem em busca do amor, usando meios pouco convencionais para encontra-lo.



Em Singles Cameron Crowe fez um filme sobre o que conhece de melhor: musica e relacionamento humano.



Crowe centralizou a trama em um pequeno grupo de jovens e dessa forma pode trabalhar melhor as entrelinhas presentes na narrativa.  Cameron Crowe foi extremamente hábil ao construir um filme simples na forma, mas grandioso em seu conteúdo. Cameron imprimiu no longa agilidade ao por planos curtos e pela montagem paralela. A opção pela montagem e pela sucessão rápida de planos foi sem duvida o primeiro dos muitos acertos que o diretor fez em Singles.

Os planos descritivos aparecem com frequência no longa, acompanhados dos modos de câmera circular e panorâmica, dando ao espectador a exata noção do ambiente e das vivencias dos personagens. A montagem paralela com o movimento grunge de pano de fundo confere ao longa o ritmo necessário.



O uso de closes é outro ponto forte de Singles. Este elemento foi aqui utilizado para introduzir os personagens e seus respectivos plots a narrativa, focalizando em seus rostos para que eles pudessem “Contar” as suas historias. 



A fotografia de Singles a cargo de Tak Fujimoto e  Ueli Steiger foi neutra na maioria do tempo com exceção de algumas cenas.

Cameron Crowe é um diretor que tem na trilha sonora, um dos elementos-chave presente nos seus trabalhos como diretor. Em Singles por se tratar de um filme sobre o movimento grunge e Seattle, não poderia faltar o Alice in Chains com a canção “Would?” (Cameron Crowe inclusive dirigiu o clipe dessa canção, incluindo cartazes do filme no clipe).

 Outra canção que se destaca na trilha é “Waiting for Somebody de Paul Westerberg.



O elenco inteiro teve o seu momento de brilhar, todos os atores defenderam bem seus personagens com destaque para Kyra Sedgwick (Linda), Campbell Scott (Steve), Matt Dillon (Cliff Poncier) e Bridget Fonda (Janet).





Em seu segundo trabalho como diretor, Cameron Crowe já deixava claro a sua capacidade de dirigir e contar historias. A pura verdade é que Crowe construiu um filme aparentemente simples e singelo, mas poderoso e atraente se observarmos as entrelinhas. Foi aqui que Crowe nos mostrou a sua marca como diretor, aquela que pode ser vista (com muito mais clareza obviamente) em Quase Famosos.



domingo, 22 de julho de 2012

On The Road


Após anos de tentativas, On The Road, a obra-simbolo de Jack Kerouac finalmente chega à tela grande, primando pela falta de linearidade, assim como a obra na qual se baseia.

O Jovem escritor Sal Paradise (Sam Riley), almeja escrever seu primeiro livro. Após a morte de seu pai, Sal conhece Dean Moriarty (Garrett Hedlund), um jovem com espírito transgressor e avesso as regras impostas pela sociedade, com quem embarca em uma viagem pela costa dos Estados Unidos em busca de liberdade e autoconhecimento, contando ainda com Marylou (Kristen Stewart), a libertária esposa de Dean. Juntos, os três embarcam em uma viagem marcada pela busca incessante pela liberdade, álcool, drogas, jazz e sexo.

Francis Ford Copolla possuía os direitos da obra- prima de Jack Kerouac para o cinema desde 1957. Porém não encontrava ninguém capaz de transformar a obra símbolo da geração Beat em um filme a altura do livro. Copolla então ao assistir o Road-movie diários de motocicleta dirigido por Walter Salles (que tem grandes experiências em filmes deste gênero), convidou-o para dirigir On The Road.

Walter Salles imprimiu ao filme uma direção livre e orgânica, optando por utilizar a câmera panorâmica e a stedy cam, colocando assim o espectador dentro da ação, além de conferir agilidade e uma sensação de frenesi as sequências.

A montagem paralela permitiu que o diretor trabalhasse a individualidade dos personagens (especialmente Sal e Dean (Garrett Hedlund). A montagem também favoreceu a questão do tempo de ação dramática.

Como o filme foi gravado na estrada, quase sem locações internas era necessário que Walter Salles imprimisse nas cenas uma marca que lhes fosse única. É ai que entra a fotografia. Éric Gautier utilizou um granulado forte e marcante nas cenas diurnas (especialmente durante a viagem dos protagonistas) e uma luminosidade natural e contida nas cenas noturnas. Tudo na medida certa e sem exageros.
O roteiro de José Rivera foi fiel à obra de Jack Kerouac o Maximo possível, fazendo apenas modificações própias do estilo cinematográfico. Diálogos e situações retiradas do livro ganharam maior embalsamento dramático. José Rivera foi habilidoso ao tornar os personagens do romance criveis e reais, dando-lhes vida. Um detalhe que poderia ter atrapalhado Rivera (alias, tanto ele quanto Salles) foi a questão cronológica, mas Rivera tirou isso de letra fazendo o espectador ter a noção exata do tempo de ação dramática.

Um elemento essencial tanto no livro quanto é a figura do narrador. É ele que nos a da a dimensão exata das experiências vividas pelos protagonistas.Assim como no livro, este posto pertence a Sal Paradise (Sam Riley). É a sua narração (em over) , marcante que transporta o espectador para aquele universo. Mérito do ator e da direção.
O elenco, aliás, estão todos devidamente afinados em suas interpretações. Mais do que isso , as interpretações transbordam vigor e talento.
 Ousadia e vigor é o que não faltou ao trio protagonista, Sal Paradise (Sam Riley), Dean Moriarty (Garrett Hedlund) e Marylou (Kristen Stewart). Garrett e Kristen dão aos seus personagens a excitação, a visceralidade e o vigor necessários. Sam Riley (Sal Paradise) oscila a sua interpretação entre a excitação já citada e a Introspecção necessaria ao seu personagem.

Tom Sturridge (Carlo Marx) e Viggo Mortensen (Old Bull Lee) são outros personagens que ganham o merecido destaque no enredo , dada a importância de seus personagens para a obra na qual se baseia o filme.
Tom Sturridge tem grande importância na trama, sobretudo no primeiro e segundo atos. Tom dá a Carlo a força e o frenesi dramático esperados e surpreende com a sua atuação ousada e segura. Poderia dizer que Carlo Marx é o contraponto entre Sal Paradise (Sam Riley) e Dean Moriarty (Garrett Hedlund). Já Old Bull Lee (Viggo Mortensen) é a perfeita personificação daqueles personagens da estrada, viajantes e Viggo dá a Old Bull Lee exatamente esta conotação.

Walter Salles construiu um filme a altura da obra de Kerouac e não é pra menos. On the Road é esteticamente perfeito com uma direção ousada e provocadora e com um elenco escolhido a dedo (com direito a gratas surpresas como Kristen Stewart, que nem de longe lembra a doce Bella Swan de “Crepúsculo”) e também um filme onde todos os elementos estão em sincronia.


Ps: Esta crítica é dedicada a Mayra Dias Gomes, não só pela influencia (mesmo que indireta) que contribuiu para a leitura do romance que deu origem ao filme, pois sem a leitura do livro, eu certamente não teria assistido ao filme. Mas principalmente pela imensa amizade que considero impossível traduzir em palavras, o meu eterno agradecimento.






 



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quarta-feira, 4 de julho de 2012

Empire Records


Jovens de personalidades diferentes em busca de seus sonhos que amam música e com um objetivo em comum: salvar a loja onde trabalham Empire Records da falência. A tabua de salvação da loja parece ser a presença do cantor pop Rex Maning para uma tarde de autógrafos de seu novo álbum. Porém o que era para ser uma simples tarde de autógrafos se transforma a medida de que os sonhos dos jovens vendedores são revelados.



Partindo de uma premissa simples, porém interessante, Empire Records utiliza-se de uma formula que estava em alta nos anos 90: filmes que envolvem jovens com bandas ou tem a musica como elemento primordial. E Empire Records não foge a regra apoiando-se na trilha sonora, em citações musicais, metalinguagem, além do já citado elenco jovem.



Como o enredo do filme se desenvolve quase que unicamente em um único cenário (a loja que da nome ao filme) O diretor Allan Moyle optou por destacar os plots presentes no cenário da loja, para isso Moyle Fez uso dos planos descritivos para evidenciar os diversos momentos. Uso de closes, planos médios e plano-detalhe. A sucessão rápida de planos aliado aos elementos citados acima constituem o ritmo frenético do filme.






Quanto à montagem, Empire Records utiliza a montagem-linear (e em alguns momentos a montagem paralela). Outro elemento a se destacar na montagem é o fato de inserir o vídeo clipe na narrativa. A música sem dúvida é um elemento-chave em Empire Records.



A câmera panorâmica e plongee se fazem presentes na maneira de Moyle dirigir seu filme, em todos os momentos.



O roteiro de Carol Heikkinen foi constituído de tal forma de que todo o elenco tiveram o merecido destaque na narrativa. Carol também foi hábil ao inserir menções e referencias musicais no roteiro. Inclusive ao vídeo clipe da musica Crazy da banda Aerosmith.

 
Como foi dito todo o elenco se destacou, mas o elenco jovem se sobressaiu (talvez pelo fato da historia em parte se centralizar neles). Nomes como Liv Tyler , Johnny Whitworth , Ethan Embry e Renée Zellweger. Do elenco também destacam-se Anthony LaPaglia como o gerente Joe e Coyote Shivers como o músico Berko, especialmente em uma das cenas finais onde coyote canta sua musica sugarhigh juntamente com os personagens de Renée Zellweger (Gina) e Johnny Whitworth (A.J).
A trilha sonora é excelente, contendo musicas clássicas (destaca-se Sugarhigh- Coyote Shivers).



Concluindo , Empire records é um filme encantador e de grande valor fílmico. A exemplo de Cry-baby, “Empire” não foi um absoluto sucesso a época de sua estreia. Porém com o tempo seu valor foi reconhecido e reverenciado. Acredito que o filme merece uma continuação e não existe momento mais oportuno do que esse. Agora é torcer e esperar pra que Empire Records 2 venha logo.

Quase Famosos


Imagine um garoto de 15 anos apaixonado por musica, especialmente rock (quase todos nessa idade) que é convidado pela maior revista musical do mundo, a Rolling Stone a acompanhar a turnê de uma banda e publicar o resultado dessa experiência nas paginas da revista.

Um sonho não? É sim, mas isto realmente aconteceu com Cameron Crowe, que na adolescência acompanhou a turnê da banda Led Zeppelin. E Crowe resolveu ser generoso com ávidos fãs de rock e compartilhar um pouco desses momentos conosco em “Quase Famosos”

Quase famosos conta a historia do jovem William Miller (Patrick Fugit), alter-ego de Crowe, que as 15 anos é convidado a acompanhar a banda stillwater em turnê e escrever para a revista sobre a banda.

Ao aceitar o convite da revista William recebe dois preciosos conselhos do crítico musical Lester Bangs (Philip Seymour Hoffman).  1) jamais se torne amigo de rockstars 2)seja honesto e inclemente.

Contudo william contraria parte destes conselhos se tornar amigo de Russel Hammond ( Billy Crudup ), o guitarrista dos stillwater com quem disputa a atenção e o amor da groupie Penny Lane (Kate Hudson ). Este será sem duvida , um periodo de amadurecimento para william.

Cameron crowe conferiu ao seu filme dinamismo e agilidade ,condizentes com a vida na estrada, para isso utilizou sucessão rápida de planos a exaustão. Crowe também utiliza a montagem paralela e a sobreposição de cenas, principalmente nas cenas em que William conversa com a mãe Elaine Miller (Frances McDormand).

Priorizando o elenco e o roteiro potente que possui , crowe centraliza seu filme principalmente no forte enredo e nos poderosos personagens,utilindo-se de planos descritivos. Ainda sim a câmera panorâmica aparece com frequência , como não poderia deixar de ser se tratando de um “Road Movie”.

Cameron Crowe mergulhou tão fundo em suas memórias da adolescência para construir o roteiro que é carregado de emoção e realismo, ao o contrario dos filmes do gênero que são repletos de clichês. Não é a toa que “Quase Famosos” rendeu a Crowe o Oscar de melhor roteiro original, além do BAFTA na mesma categoria em 2001.

Vale ressaltar a maneira com que Crowe fez a transição de tempo no filme. Após sair de casa para fugir da mãe repressora, Anita Miller (Zooey Deschanel) lhe dá outro precioso conselho “olhe embaixo da cama, vai te libertar”. Lá william (aos 11 anos , interpretado por Michael Angarano) descobre os Lp´s de clássicos do rock  que sua Irmã lhe deixou de lembrança ao colocar um dos vinis na vitrola para tocar,ocorre a mudança de atores ao som da trilha sonora e William passa a ser interpretado por Patrick Fugit). A mais inteligente e original mudança de atores que eu já vi.

O elenco conta com talentosos atores para dar vida a estes poderosos personagens. A começar por Patrick Fugit (William) que transita entre o jovem sonhador e o garoto determinado a completar a sua missão: conseguir a tão almejada entrevista com a banda stillwater. Patrick também foi hábil em ressaltar em sua interpretação o amadurecimento de William enquanto ele está acompanhando a banda em turnê.

Kate Hudson e Billy Crudup se destacam ao interpretar a groupie (ou como ela prefere “ajudantes de banda”), Penny Lane. Billy Crudup por sua vez, interpreta magnificamente Russel Hammond, o talentoso guitarrista dos stilwater que constrói uma sincera amizade com William ao mesmo tempo em que é seu rival na disputa pelo coração de Penny Lane. O triangulo amoroso William-Penny-Russel é um dos pontos altos do filme.

    

      Frances McDormand e Philip Seymour Hoffman também se destacam ao interpretar Elaine Miller e Lester Bangs, respectivamente. Frances alterna sua interpretação entre aquela mãe superprotetora e aquela que sente que perdeu seus filhos para o mundo a contragosto.

Philip Seymour Hoffman se destaca toda a vez que aparece em cena, com sua interpretação potente e certeira, um talento.

Elemento fundamental em Quase Famosos, a trilha sonora é sensacional, pois além de resgatar clássicos do rock, ainda possui ótimas canções originais que fazem parte do repertorio da banda Stillwater. Algumas escritas por Crowe e Nancy Wilson da banda Heart.

Concluo dizendo que Cameron Crowe realizou em Quase Famosos, a sua obra-prima. Aquele filme com o qual sempre será lembrado e reverenciado. Sem duvida um filme eterno.  


sexta-feira, 29 de junho de 2012

Taxi Driver


Taxi Driver é um filme de 1972 dirigido por Martin Scorsese. É um dos principais filmes americanos e um dos principais  filmes do chamado american independent film .



Taxi Driver conta a historia de Travis (Robert de Niro), um ex-fuzileiro naval americano que atualmente trabalha como motorista de taxi em Nova York. Travis é uma pessoa alienada e incomodada com a “sujeira” da cidade onde vive, apesar dele já ter sido corrompido pela mesma. Ele é apaixonado por Betsy (Cybill Shepherd), relaçoes publicas de um importante politico que inicialmente nao se interessa por travis, mas resolve lhe dar uma chance ao perceber sua solidão. Porém Betsy o abandona ao perceber que ele a levou para assistir um filme pornografico (o que ele chama de filme de “amor” . Isto é um retrato da mente perturbada e pervertida de Travis.



Travis também desenvolve uma profunda ligação com Iris (Jodie Foster) , uma prostituta pré-adolescente de 12 anos que entra em seu taxi para fugir de seu cafetão Sport ( Harvey Keitel ). Travis então cria compaixão por Iris e se empenha em salva-la. Conservando assim sua pureza e inocencia ,ao contrario da dele que ja se perdeu.

Travis tambem se empenha em imprensionar Betsy para conquista-la , podendo até matar para conseguir sua atenção.

Taxi Driver é um filme extremamente importante para a historia do cinema devido ao seu realismo e por subverter todos os cliches possiveis.

Os personagens tem caracteristicas comuns a todos os seres humanos. O diretor Martin Scorsese foi brilhante em modificar o roteiro para tornar os personagens criveis. Grandes exemplos destas mudanças ficam expostos nos personagens Travis (Robert de Niro) , Iris (Jodie Foster) e Sport (Harvey Keitel) , o cafetão de Iris que era negro no roteiro original e Scorsese modificou sobre a alegação de que isso  poderia ser visto como uma apologia ao racismo. A modificação de Scorsese faz todo o sentido , pois deixa implicito que nao é a etnia e sim os valores morais que determinam o carater de uma pessoa.

Travis (Robert de Niro) é o classico anti-heroi. Ele é frustrado,solitario, consumidor de pornografia e tem um comportamento por vezes bizzaro e anti –social. Travis tambem possui uma descrença em um futuro melhor e é apolitico. Isto fica claro quando o senador Charles Palantine (Leonard Harris ) lhe pergunta quais sao suas ambiçoes politicas e Travis responde que apesar de admira-lo , nao se interessa e nao acompanha politica.

Iris (Jodie Foster) é um grande exemplo de uma personagem ambigua : apesar de ser uma prostituta precoce , está habituada a esta vida e quer continuar a ser prostituta. Iris transita entre a inocencia e a sensualidade, fato este que incomoda Travis , que cria compaixao por ela e se empenha em tira-la da “vida facil” , apesar desta negar receber ajuda.



  





quarta-feira, 20 de junho de 2012

O estilo de João Emanuel Carneiro



Estive pensando como a novela Avenida Brasil possui semelhanças muito evidentes com as outras novelas de seu autor João Emanuel carneiro, principalmente com A Favorita.



Em primeiro lugar, Avenida Brasil tem assim como teve em A Favorita, uma trama de justiça, afinal Donatella em determinado momento lutou para que Flora pagasse pelo que fez, assim como Nina /Rita e Carminha. Também as duas novelas tiveram como ponto de partida uma morte da onde saiu às motivações das vilãs: a morte de Marcelo, marido de Donatella, e a morte de Genésio, pai de Rita e foi a partir de uma mentira sobre paternidade que a historia se desenrolou. Esse fato também apareceu em Da cor do Pecado onde Barbara (Giovanna Antonelli) mentiu que o seu filho era de Paco para se apoderar da fortuna do mesmo. Também apareceu em A favorita com Flora mentindo sobre Lara.



Em A Favorita Donatella tinha um amor maternal por filhos do coração, assim como Lucinda tem por Nina e Jorginho. Também de A Favorita: Muricy odeia a então nora Monalisa, por seu jeito meio destrambelhado de ser e da força para a vilã Carminha, tal como Irene odiava donatella e apoiava Flora.



Em Da cor do Pecado, a vilã Barbara tinha um filho gordinho a quem usava para enganar Afonso, pai de Paco, assim como Carminha usa Agatha para enganar tufão.



Em cobras e Lagartos, os personagens de Herson Capri e Henri Casteli, pai e filho se odiavam, assim com Nilo e Max. E em ambas as novelas, os personagens eram vilões. Também de “Cobras”, os mesmos personagens disputavam uma mulher vivida por Tânia Khalil, situação semelhante acontecerá em Avenida Brasil quando Tufão e Jorginho começarem a disputar Nina.



Suellen personagem de Isis Valverde tem trejeitos de Manu (Emanuelle Araujo) e Maria do Céu (Deborah Secco) de a Favorita. Assim como manu, suellen se envolve com quase todo o elenco masculino e já foi implícito que suellen se prostitui tal qual as duas personagens. Além disso, é possível que suellen tenha um relacionamento com o gay Rony assim com Maria do céu e orlandinho da mesma novela.







A trama Jorginho e Carminha também lembra a historia de A Favorita , quando Lara não possuía sentimentos pela mãe biológica Flora e sim pela de criação Donatella , tal como Jorginho e Lucinda.



Dois outros exemplos importantes: em A Favorita e em Cobras e Lagartos, os vilões interpretados respectivamente por Murilo Benicio e Henri Casteli morreram assassinados, e já foi confirmado que Max interpretado por Marcello Novaes morrerá da mesma forma.



Concluindo, a maior diferença de Avenida Brasil é na sua ambientação e o fato da novela possuir um aspecto mais popular ao contrario da etilista A Favorita. João Emanuel Carneiro possui sim um estilo próprio, mas suas novelas nunca são iguais na sua essência. Elas quebram padrões arcaicos pré-estabelecidos, revolucionam o modelo de se escrever e assistir novelas e acima de tudo rompem tabus.